Fora das novelas da Globo desde 2018, Bruna Marquezine tem convite para retornar à dramaturgia global em 2027 com a segunda parte de "Avenida Brasil". Prestes a ser vista no filme "Velhos Bandidos", onde contracena com Ary Fontoura e Fernanda Montenegro, a atriz de 30 anos vem adiando sua volta à emissora carioca.
E admitiu que vem deixando para depois sobre um detalhe da vida pessoal: uma futura mudança para os EUA, onde possui uma mansão, assim como o namorado, o cantor canadense Shawn Mendes, com quem trocou beijos em trio elétrico do carnaval da Bahia.
"Prometo há dois anos para os meus agentes em Los Angeles que vou me mudar para lá e, há dois anos, eu enrolo eles. Tenho muita dificuldade de deixar o Brasil. Amo o Rio de Janeiro. Acho que LA é uma cidade que me gera certa ansiedade por não conseguir me descolar do trabalho. Não vejo a minha carreira como nacional ou internacional. Se internacionalizar a minha carreira significa parar de trabalhar no Brasil, eu nem cogito", afirmou para a revista "Vogue" a atriz que teve ajuda fundamental de um veterano para "manter os pés no chão".
Nome principal do filme americano "Besouro Azul", Bruna mostra sua defesa do conteúdo audiovisual brasileiro. "Hoje, tenho muito mais forte em mim um chamado de levar o que é produzido no Brasil para fora do que fazer o trajeto contrário. O mundo precisa estar exposto a outra realidade que não só as histórias de Hollywood, as histórias dos Estados Unidos", completou a fluminense de Duque de Caxias revelada ainda criança na Globo no "Gente Inocente?!" (2000), onde participava de quadro de entrevistas com famosos.
Depois, passou pelo "Sítio do PicaPau Amarelo" (2002) até fazer sua primeira novela, "Mulheres Apaixonadas" (2003). Depois vieram outros trabalhos contemporâneos (como "América", 2005) e de época ("Desejo Proibido", de 2007). Ainda sobre a sétima arte e o momento de prêmios para os filmes nacionais, analisou: "Sinto que a gente sempre soube que o nosso cinema era um dos melhores do mundo, mas o resto do mundo não sabia".
"Esse setor ainda carece de incentivo, principalmente financeiro. Então, é um momento de muita esperança também nesse quesito", concluiu.